quinta-feira, 30 de abril de 2015


São Paulo - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quinta-feira que sua diretoria aprovou crédito de 2,3 bilhões de reais para a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), uma joint venture da mineradora Vale e das siderúrgicas sul-coreanas Dongkuk e Posco.
Os recursos serão destinados à construção da usina em São Gonçalo do Amarante (CE), com capacidade de produção de até 3 milhões de toneladas por ano de placas de aço. O início das atividades é previsto para o primeiro semestre de 2016.
A Vale tem 50 por cento do projeto, e as sul-coreanas Dongkuk e Posco, 30 e 20 por cento de participações, respectivamente.
O investimento total na CSP é estimado em cerca de 12,7 bilhões de reais, segundo nota do BNDES.
"O projeto utilizará a sinergia entre os sócios em seus segmentos de negócios", destacou o banco.
"Toda a produção da nova siderúrgica, a princípio, será destinada à exportação", acrescentou.
A usina está inserida no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, a oito quilômetros do Porto do Pecém, interligado por um sistema de correias transportadoras que também atende a outros empreendimentos do complexo.
O governo do Ceará está expandindo o Porto do Pecém, onde serão recebidos o minério de ferro da Vale e o carvão metalúrgico importado e por onde as placas de aço serão exportadas.
A CSP será a primeira empresa a operar no país em regime de ZPE (Zona de Processamento de Exportação), caracterizado por áreas de livre comércio com o exterior, destinadas à instalação de empresas com produção voltada predominantemente para a exportação e com tratamento tributário e cambial específico, que inclui suspensão e posterior isenção de impostos federais, disse a instituição de fomento.
"A iniciativa contribuirá para o aumento da entrada de divisas no país, disse o BNDES.
O financiamento do BNDES contempla ainda apoio aos projetos sociais da CSP no entorno da usina, uma vez que a empresa investirá 30 milhões de reais em iniciativas voltadas para a infraestrutura social, educação e cultura, governança regional e ações para inclusão de jovens e geração de renda.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014



Pecém movimentará cerca de 8,8 mi de toneladas até o fim de 2014, no CE

Janeiro a outubro foram movimentadas 6,9 mi de toneladas de mercadorias.
Esse número representa uma elevação de 46% em relação a 2013.

A movimentação de mercadorias no Terminal Portuário do Pecém (TMUT) deve alcançar 8,8 milhões de toneladas até o final deste ano, ultrapassando os 6,3 milhões de 2013.
No período de janeiro a outubro de 2014, foram movimentadas através do porto do Pecém 6,9 milhões de toneladas de mercadorias, transportadas por 401 navios.
Esse número representa uma elevação de 46% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram movimentadas 4,7 milhões.
Carga de destaque

Por tipo de carga, o destaque ficou com os granéis sólidos, com três milhões de toneladas, seguindo-se os contêineres com 1,6 milhão, granéis líquidos com 1,4 e a carga solta, que totalizou 868 mil toneladas. As importações contribuíram com 5,6 milhões, enquanto as exportações registraram a movimentação de 1,3 milhão.
Os produtos mais movimentados no longo curso foram os combustíveis minerais, minérios e as frutas. As importações, também no longo curso, tiveram os combustíveis minerais, os produtos siderúrgicos e o clinker (cimento não pulverizado) como os mais movimentados.
Na cabotagem, que é a movimentação entre portos do mesmo país, os principais produtos exportados foram os combustíveis minerais, o clinker e máquinas e materiais elétricos. Os combustíveis minerais, os produtos siderúrgicos e os cereais lideraram a importação pela cabotagem.
Frutas em alta
A movimentação de frutas registrou um total de 98 mil ton, sendo 51 mil de melão, 21 de manga, nove de melancia, oito mil de castanhas de caju e duas mil de uvas frescas ou secas.
As frutas com origem no Rio Grande do Norte lideraram com 43%, seguindo-se o Ceará com 32, a Bahia com 14 e Pernambuco com nove por cento. A Holanda recuperou a posição isolada de maior importador de frutas, com participação de 33%, seguida pela Grã Bretanha com 26 e Estados Unidos com 24% de participação.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Primeira etapa da duplicação da CE 085 será inaugurada dia 30



CE_085Uma estrada reestruturada, com duas faixas em cada sentido e sinalização horizontal e vertical vai ligar Fortaleza aos destinos turísticos do Litoral Oeste a partir de sábado, dia 30, às 9h. Na data, o Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria do Turismo (Setur CE), vai entregar dois trechos da duplicação da CE 085.
Estes têm 40,4 quilômetros (km) de extensão, e vão desde a Variante do Pecém (contorno da futura Refinaria Premium II, da Petrobrás, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém – CIPP), até o entroncamento com a CE 341, que dá acesso à sede de Paracuru.
A nova estrada vai dar mais conforto, segurança e rapidez para turistas, comerciantes e moradores dos municípios de Caucaia, São Gonçalo do Amarante e Paracuru, além de facilitar o escoamento e o abastecimento de cargas leves para o CIPP.
A duplicação começou em abril de 2012 e foi dividida em três lotes, dos quais dois serão entregues no sábado. São eles: Ponte do Rio Cauípe – Variante do Pecém, com 12,56 km, e Variante até a CE 341 (entrada de Paracuru), com 27,84 km.
O primeiro foi executado pelo consórcio CLC/Ecocil, por R$ 22.657.799,86; e o segundo, pela Construtora Samaria LTDA, por R$ 28.700.169,54. Além destes, há outro trecho em duplicação, com 21,6 quilômetros, onde estão sendo investidos R$ 32.385.934,45. A Maciel Engenharia, construtora responsável pela obra, deve concluí-la até dezembro de 2015.
Ao todo, serão duplicados 70,6 km, onde serão investidos R$ 139.412.327,24 oriundos do Tesouro Estadual e de um financiamento internacional obtido junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), instituição formada por governos de diferentes países da região e sediada na Venezuela, voltada para financiar projetos de desenvolvimento. A CAF já aprovou mais uma etapa da duplicação da CE 085, com 38 km de extensão, ligando Paracuru e Trairi. O valor máximo da licitação deste projeto será de R$ 65.260.869,58.

quarta-feira, 23 de julho de 2014



ZPE Ceará precisa de mais área

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Quase toda a área já alfandegada da ZPE Ceará está ocupada pelas três empresas em implantação e a própria estrutura administrativa da Zona de Processamento de Exportação. A expansão é necessária para que novas empresas se instalem. A área alfandegada corresponde a 577,5 hectares. Com o espaço disponível para expansão, pode chegar a 989 hectares.

“Até temos área livre. Fizemos um levantamento e vimos que temos 100 hectares, mas que é reserva indígena, tem lagoa. Então não vale a pena”, diz César Ribeiro, presidente da ZPE Ceará.

Para a ampliação, é necessário investimento em infraestrutura. Mas, aí, existe um impasse. O Governo do Estado espera que as empresas confirmem implantação antes de aplicar recursos. Já os empresários querem ter a estrutura antes de começarem a investir. Segundo a ZPE, não é possível dizer o investimento necessário à ampliação, já que o tamanho dependerá da demanda das empresas.

Ele destaca que a instalação da CSP foi o que possibilitou a implantação da ZPE Ceará, a única em funcionamento no Brasil. “Uma existe em função da outra”.

Durametal
Fernando Cirino, presidente da Durametal, explica que já comprou 11 hectares de área ao lado da ZPE para a implantação da empresa. Ele ainda não sabe se a planta será prioritariamente para exportação como exige o regime. Se sim, o terreno poderá ser incorporado pela Zona de Processamento de Exportação. E, para isso, ele depende do Estado.

“Com o câmbio como está, não tem valido a pena exportar. Há 10 anos, exportávamos 60% da produção. Hoje, só 5%”. Ele também ressalta que a planta de Maracanaú será mantida, outra condição para que se instale na ZPE.

A Durametal também depende da CSP para a implantação, já que comprará matéria prima da Siderúrgica. Ele diz que a decisão sobre a nova planta industrial será tomada até o final do ano.

Fernando diz que o tamanho da nova fábrica dependerá do quanto de insumo terá disponível, portanto afirma não poder precisar investimento e volume produção. No ano passado, a perspectiva era investir R$ 140 milhões na nova planta. (Nathália Bernardo

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Seinfra analisa projeto de PPP no Pecém

Nova infraestrutura de tancagem vai levar granéis líquidos do Porto do Mucuripe para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIEP). Em um mês será definida viabilidade da PPP
A secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra-CE) já analisa o Projeto de Manifestação de Interesse (PNI) da Andrade Gutierrez para o terminal de tancagem no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). A empresa ganhou a licitação para apresentar um modelo financeiro de constituição da da Parceria Público Privada (PPP) que vai construir a infraestrutura do terminal de tancagem.
“A gente teve uma reunião com a empresa (Andrade Gutierrez). A PPP está em análise no Estado. Decidido que vai ser uma PPP, aí vai para a licitação”, afirmou o diretor de Infraestrutura da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Eduardo Neves.
Conforme a legislação, uma empresa pode apresentar um projeto por interesse próprio, arcando com todos os custos. Caso seja aprovado, passa para a fase de licitação. A própria empresa pode participar do processo licitatório. Se outra empresa ganhar, aquela que fez o projeto recebe o dinheiro que investiu da vencedora. Se ganhar, não recebe o dinheiro de volta, mas vai gozar da viabilidade econômica da PPP.
“Tem que fazer as tubulações para entregar às empresas. Essa estrutura vai ser feita por meio dessa licitação”, adiantou Eduardo. A nova estrutura vai receber empresas que armazenam granéis líquidos na retroárea do Porto do Mucuripe. Uma delas, a principal, é a Petrobras.
O diretor ressalta ser ordem do próprio governador que os processos caminhem de forma célere. “Deveremos ter uma definição da próxima etapa em 25 dias”.
Há empresas do setor de tancagem com protocolos de intenções assinado para se instalarem no CIPP, entre elas a SP Indústria e Distribuidora de Petróleo Ltda; Agemar Transportes e Empreendimentos Ltda; Temape; Superverde e Bahia Distribuidora de Gás (Grupo Ultra). O investimento chega à soma de R$ 375 milhões, com a geração de 1888 empregos diretos e indiretos.
A proposta de mudar a tancagem do Mucuripe para o Pecém não é nova, mas tem sido tocada mais recentemente. Para o secretário do Conselho Estadual do Desenvolvimento Econômico (Cede), Alexandre Pereira, os desdobramentos do projeto poderiam estar caminhando com um pouco mais de velocidade.
“O processo está mais lento do que gostaríamos, porque houve alguns problemas com a PPP. A previsão se mantém para 2017”, destacou.
Tanto Alexandre Pereira quanto Eduardo Neves participaram ontem da entrega de um prédio que vai servir à uma fábrica de calçados em Tauá com investimento estimado em R$ 40 milhões. Foi um dos cinco galpões de que terá a disposição a Melbros Indústria e Comércio de Calçados
Nova termelétrica
A Adece, está prospectando uma nova termelétrica para ser instalada no Ceará, revelou o diretor de Atração de investimentos da Adece, Cláudio Frota. O nome da empresa ainda está sob sigilo, mas trata-se de um ex-executivo do empresário Eike Batista que está tocando uma empresa do ramo energético.
“Tudo só começa depois que ganha um leilão. As tratativas da localização só ocorrem depois que tem o contrato de compra e venda de energia”, explicou Cláudio.
NÚMEROS
375 milhões de reais é o investimento de empresas para o setor de tancagem
2017 é a previsão para transferência da tancagem do Mucuripe para o Pecém
Fonte: O Povo (CE)\Andreh Jonathas